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9 Dicas para tornar a alimentação do seu filho saudável de forma divertida!

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A alimentação é essencial para que a criança cresça e se desenvolva bem. A questão é: como fazer uma criança pequena e muito teimosa comer alimentos saudáveis, naturais, e absorver o hábito para o resto da vida?

Não é tarefa fácil, mas aqui serão listadas algumas sugestões que podem ajudar. Lembre-se: você não precisa usar todas essas estratégias. São só ideias, mas os pais sabem o que funciona melhor com os filhos e sabem o tempo que têm disponível para cuidar das refeições e da família.

Deixe a criança participar

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Uma ótima maneira de fazer seu filho se interessar é envolvê-lo nas decisões da família sobre a comida. Obviamente ele não vai poder ler o cardápio de um restaurante, mas vai adorar ir com você ao supermercado.

Assim que já conseguir fazer isso, peça a ele que segure a lista das compras do supermercado no carrinho. Dê a ele o direito de escolher algumas coisas: cenoura ou chuchu? Abacate ou melão para a sobremesa?

Tente transformar a coisa numa brincadeira: leve-o à feira ou ao supermercado numa “caça aos brócolis”, desenhe o brócolis, ensine a ele a cor dos brócolis, e faça a maior festa se ele comer. Mas não desanime se com tudo isso ele não quiser abrir a boca nem com reza brava. Aproveite você para comer o brócolis – com sorte ele vai se inspirar e querer imitar.

 

Diga que ele é o cozinheiro

 

Improvise em chapéu de chef ou um avental e deixe-o colocar queijo ralado no macarrão, espalhar o molho sobre a massa da pizza, fazer bolinhas com a massa de pão.

 

Faça “carinhas” com a comida no prato dele:

 

Por exemplo, macarrão como cabelo, dois tomatinhos como olhos, uma almôndega. Em cima da torta de frango, desenhe com a massa a inicial do nome da criança ou use cortadores de biscoito para criar enfeitinhos.

 

Ainda com cortadores de biscoito:

 

Use-os para cortar sanduíches de pão de forma em formatos divertidos.

 

Deixe-o molhar pedaços de fruta no iogurte natural:

 

Pode adoçar com um pouco de mel. Ele vai adorar a meleca, e talvez coma.

 

Arranje pratos coloridos, ou um jogo americano divertido:

 

Ele vai achar mais graça na hora de comer.

 

Vá até a fonte

Leve seu filho, quando der, para conhecer um pomar, uma horta ou uma fazenda, para ele ver de onde as coisas vêm.

 

Mesmo que você não consiga fazer esse tipo de passeio, mostre as árvores nas ruas, plante um feijão no algodão em casa mesmo, para tentar atrair o interesse da criança. E faça da ida à feira ou ao supermercado um programão para ele.

Cuidado com os sucos artificiais

Sucos de caixinha são gostosos mas enganam no quesito boa nutrição: em vez de nutrientes naturais, podem conter corantes, adoçantes artificiais e praticamente nada de fruta. Outras vezes os sucos até são naturais, mas contêm muito açúcar.

Os sucos naturais, de preferência feitos na hora, com a fruta fresca, são bem melhores para a nutrição da criança. Melhor ainda se estiverem misturados com hortaliças (laranja com cenoura, abacaxi com couve).

Só que não dá para exagerar no suco: os açúcares naturais das frutas podem “roubar” o apetite do seu filho para outros alimentos, e ainda fazer mal aos dentes, se ele tomar suco o dia todo (pior se for na mamadeira).

Leia sobre como cuidar dos dentes nesta faixa etária ou assista um vídeo sobre a escovação dos dentes infantis
Mescle os sucos com frutas em pedaços. E não se esqueça de oferecer água quando ele estiver com sede. Na lancheira da escola, por exemplo, não é necessário mandar suco todo dia. A criança deve sempre ser estimulada a tomar água.

Comida saudável com cara de guloseima

Bebidas geladas com frutas são apetitosas no calor. Com alguns ingredientes extras, elas ficam ainda mais saudáveis. Para dar substância, você pode sempre misturar alguma fruta congelada (como banana ou morango), leite, iogurte ou sorvete.

Acrescente depois as frutas que preferir e ponha ingredientes saudáveis e inofensivos como semente de linhaça moída (não altera o sabor e acrescenta fibra e ômega 3).

Use frutas e hortaliças para fazer bolos caseiros. Se a criança adora bolo de cenoura, talvez se convença a comer a cenoura de outros jeitos também. Em bolos e pães feitos em casa, você pode trocar uma parte da farinha por farinha integral, para aumentar o teor de fibra (mas nunca mais que a metade do total de farinha). Até abobrinha dá para usar em receitas de bolo!

Gelatinas naturais são outra grande sacada: em vez de usar o pozinho industrializado, faça um suco de frutas natural ou pegue a polpa e junte gelatina incolor sem sabor, para dar a consistência.

Tente não enganar a criança

Se seu filho se sentir traído pela lasanha que na verdade era de berinjela, pode ficar desconfiado para sempre, toda vez que você for dar uma comida para ele, mesmo que seja a preferida.

Dê um aviso de que a coisa é novidade: “Hoje vamos comer uma lasanha especial, que eu adoro!” Você sempre corre o risco de a criança fazer cara feia quando ouvir a palavra “especial” ou “diferente”, mas é melhor do que ele recusar tudo o que você oferecer, desconfiando de algum truque.

 

Pouco é muito

Não é tão difícil suprir as necessidades nutricionais de uma criança pequena. Antes de ficar achando que seu filho não come nada, considere o tamanho do estômago de uma criança desta idade.

O importante agora é não exagerar no tamanho das porções e acabar frustrando todo mundo. Ofereça um prato pequeno e variado e depois, se necessário, dê mais. Deixe o apetite do seu filho guiar você e não se preocupe com os lanchinhos — crianças em crescimento comem mesmo várias vezes ao dia.

Seja um bom exemplo

Servir de exemplo para seu filho é uma ótima oportunidade para mudar os seus próprios hábitos alimentares e comer melhor. Você vai mesmo ter de comprar frutas e hortaliças, portanto aproveite e coma também.

O que você faz em casa é encarado como o “normal” pelo seu filho. A partir daí, a imitação é natural. Se na sua casa tiver salada todo dia, ele vai achar que é assim que tem de ser, e vai estranhar se na casa do amiguinho não houver nenhum alimento verde na mesa.

 

Desestresse

Sabemos que é fácil falar, que todos os seus instintos só serão satisfeitos quando o prato estiver vazio… Mas procure não se estressar muito se ele não comer. Há quem diga que as brigas para a criança comer acabam criando um ciclo vicioso: ela recebe bastante atenção e faz mais birra.

Confie na sabedoria do organismo do seu filho. Já diziam os médicos das antigas que criança não morre de fome em casa onde haja comida. A epidemia de obesidade levou os especialistas a temerem ainda mais comportamentos como exigir que a criança “raspe o prato” ou usar sobremesa como arma de chantagem.

Se ele não comeu, respire fundo, leve o prato embora e espere a próxima refeição (como o lanche da tarde). Nela, ofereça alimentos nutritivos, como frutas, pão com queijo, palito de cenoura com pasta de homus.

Faça todo o esforço do mundo para não ceder logo depois e compensar a falta de alimentação com uma bolacha ou algo de que a criança adore comer: ela vai aprender rapidinho a usar o truque para conseguir o que quer.

Procure participar da refeição, fazendo dela uma situação agradável. A ideia é fazer com que seu filho crie um relacionamento saudável com a comida.

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