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Como controlar a alimentação do seu filho com êxito!

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O aumento progressivo das doenças crônicas não transmissíveis e a sua relação com o cardápio infantil, fazem com que a atenção também se volte aos excessos na alimentação nos primeiros anos de vida.

Atualmente, a obesidade infantil é a doença nutricional que mais cresce no mundo, resultando no aumento da prevalência de obesidade infanto-juvenil. Ser obeso nessa faixa de idade pode resultar em graves problemas na vida adulta, como doenças respiratórias, coronarianas, hipertensão, complicações ortopédicas e diabetes. Quanto mais cedo a criança apresenta sinais de obesidade, maiores são as chances de que ela permaneça assim durante a idade adulta. Isto ocorre por que a obesidade infantil aumenta o número de células adiposas, o que poderá dificultar o seu tratamento.

A obesidade é classificada de duas formas: a endógena ou primária, que é decorrente de problemas hormonais, e que representa um percentual muito baixo quando comparado à forma exógena (também chamada de nutricional ou secundária), que tem etiologia multicausal.

Na obesidade exógena os fatores etiológicos podem ser: biológicos, hereditários, ambientais e psicológicos. Assim, deve-se avaliar e levar em consideração esses fatores para efetuar o tratamento mais apropriado para esta patologia.

A quem atinge?

  • Filhos de pais obesos e gestantes que tiveram ganho de peso excessivo e/ou diabetes gestacional. Estudos revelam que 80% das crianças que têm pais obesos tornam-se obesas. Quando um dos pais é obeso, o risco é de 40% e quando nenhum dos pais é obeso, o risco é de 7%.
  • Crianças não amamentadas com leite materno e/ou que tiveram introdução precoce de outros alimentos.
  • Crianças em idade escolar (7 a 10 anos) que apresentam maus hábitos alimentares associados ou não ao sedentarismo.

Quais os principais fatores de ricos?    

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  • Filhos de pais obesos
  • Recém-nascido GIG (Grande para a Idade Gestacional)
  • Distúrbios hormonais
  • Consumo excessivo de alimentos calóricos (Superalimentação da criança)
  • Desmame precoce
  • Sedentarismo infantil
  • Condições psicológicas desfavoráveis

Quais os fatores que merecem investigação?

  • Histórico alimentar (desmame precoce, alimentação complementar inadequada, erros dietéticos como uso excessivo de farinhas e açúcar como complementos energéticos ao leite de vaca, consumo excessivo de alimentos de alta densidade energética durante e entre refeições);
  • Sedentarismo infantil.

Como diagnosticar?

  • Métodos antropométricos: O índice de Peso por Estatura (P/E) é o mais amplamente utilizado na avaliação da obesidade em crianças, porém apresenta algumas limitações como não diferenciar massa gorda da massa corporal magra.

– Diagnótico de sobrepeso: P/E entre 110 e 120%

– Dignóstico de obesidade: P/E > 120%

Outros indicadores antropométricos:

  • Avaliação da curva de crescimento do Cartão da Criança (Peso/Idade): criança localizada acima do percentil 97 (NCHS).
  • Exames laboratoriais: hormonais associados a exames bioquímicos de lipidograma, glicose e hemograma.
  • História familiar: Determinar a prevalência da obesidade e outros distúrbios de comportamento alimentar entre os familiares (pais, irmãos).

Como tratar?

O tratamento consiste em manter o crescimento e promover a saúde por meio da adoção de modos de vida saudáveis.

Intervenção dietética:

  • Crianças até 6 meses : manter aleitamento materno exclusivo em livre demanda até os seis meses. Caso já tenha sido introduzida alimentação complementar, ajustar a alimentação ao número de refeições, corrigir erros dietéticos (preparação adequada de leite artificial: ajustar concentração de farináceos ao leite de vaca não modificado, reconstituição adequada de fórmulas infantis, evitar combinação de alimentos de alto valor energético, ex: hortaliças tipo C e cereais); estímulo ao consumo variado de frutas e vegetais, desestimular o uso de açúcar refinado e derivados (doces, geleias, etc.) .
  • Crianças 6 meses a 1 ano : orientar à mãe para uma alimentação saudável, mantendo aleitamento materno, se possível, até os dois anos ou mais e oferecendo alimentação complementar equilibrada com base no conceito de grupos de alimentos, ajustando número e composição das refeições e estimulando o consumo de alimentos naturais e saudáveis (frutas, hortaliças, carnes magras, uso de gordura vegetal no preparo dos alimentos, etc).
  • Crianças de 2 a 10 anos: orientar à mãe para uma alimentação saudável. Evitar excessos de alimentos de alta densidade energética, ricos em carboidratos e lipídios: açúcar, doces em geral, refrigerantes, balas, carnes gordas, frituras, salgadinhos e combinações de alimentos ricos em amido numa mesma refeição (arroz, macarrão, farinha, tubérculos e raízes feculentas). Estimular o consumo diário de frutas, hortaliças em geral incluindo vegetais folhosos, carnes magras, etc.

Outras intervenções importantes:

  • Melhorar a autoestima da criança e familiares;
  • Estimular a prática de atividades lúdicas que estimulem a atividade física;
  • Evitar comer em frente à TV.

Como acompanhar?

  • Acompanhamento por meio da curva de crescimento do Cartão da Criança (peso/idade), para crianças de 0 a 6 anos;
  • Acompanhamento da evolução do peso e da altura da criança, através do peso/altura e altura/idade em crianças de 6 a 10 anos de idade;
  • Monitoramento do consumo alimentar;
  • Estimular práticas de lazer que gerem atividade física (pular corda, andar de bicicleta, amarelinha, futebol, etc) e práticas rotineiras para aumentar tal atividade, segundo a faixa etária (andar ao invés de permanecer no colo, subir e descer escadas, acompanhar o adulto em trajetos por caminhadas curtas no lugar da locomoção por veículo, etc.).
  • Desestímulo de hábitos promotores do sedentarismo (permanência excessiva em TV, computador, vídeo games, etc.)

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