Perigo-dos-novos-hábitos-alimentares

O perigo dos novos hábitos alimentares

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  1. passar longos períodos sentado assistindo à TV;
  2. Acumular trinta minutos de atividade física todos os dias.

Os sete primeiros passos estão relacionados à dieta e os três últimos ao incentivo a se ter uma vida mais ativa. Os passos relativos à dieta seguem uma orientação geral de várias instituições estrangeiras, com adaptações locais, como por exemplo, no caso brasileiro, a recomendação da ingestão de feijão pelo menos quatro vezes por semana. Uma expectativa de que quem a seguisse se tornaria mais saudável, ou seja, a mudança no hábito alimentar preveniria o aparecimento de doenças crônicas, pressuposto que vem sendo questionado por dados recentes.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade cresceu quase 60% no País em dez anos, passando de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. O excesso de peso também subiu, de 42,6% para 53,8%, no mesmo período. O aumento da obesidade em todo o mundo é uma preocupação da Organização Mundial da Saúde, que vê um surto epidêmico da doença.

Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras, de fevereiro a dezembro de 2016.

Esses números estão diretamente associados à mudança de hábitos alimentares dos brasileiros. A substituição de alimentos saudáveis por ultraprocessados e industrializados é a causa mais preocupante dessa epidemia. A necessidade de realizar refeições mais rápidas está levando o brasileiro a consumir alimentos semiprontos, o que pode fazer mal a saúde.

Outra preocupação é com doenças que costumam estar associadas à obesidade, como diabete e hipertensão. Uma epidemia de sobrepeso também pode significar um aumento dessas doenças. O que os dados da Vigitel apontam é que aumentou não só em quase 10 milhões os indivíduos obesos nas capitais brasileiras, como também aumentou em quase 3 milhões o número de diabéticos.

O crescimento do sobrepeso se deu principalmente entre a população com baixa escolaridade. Os que têm até oito anos de estudo apresentam 23,5% dos obesos. O porcentual cai para 18,3% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 14,9% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo.

O aumento entre os mais jovens também é preocupante. O índice de crescimento foi de 8,5% em pessoas entre 18 e 24 anos. Entre as pessoas de 25 a 44 anos o índice é o mais alto: 17%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 22,5% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 22,9%. Na população com 65 anos ou mais, o índice é de 20,3%.

Combater a obesidade é uma das maiores metas do Ministério da Saúde. Em 2014, a pasta lançou, com apoio da USP, o Guia Alimentar para a População Brasileira, com recomendações de alimentos saudáveis para serem consumidos. Nem sempre o conceito que as pessoas têm de alimentos saudáveis é o recomendável para uma dieta rica, por isso essas diretrizes do guia alimentar são tão importantes. O importante é que a pessoa siga um padrão alimentar em que ela não consuma, ou consuma em uma quantidade reduzida, os alimentos ultraprocessados, e que faça atividades físicas de forma regular.

Dicas

É possível adquirir hábitos alimentares mais saudáveis mesmo com a rotina da sociedade moderna.

A primeira dica apresentada é sempre preparar a mesa. Enquanto você coloca toalha de mesa, talheres, pratos, copos e arranjos, passa o tempo e a fome diminui.

Comer um pouco antes da refeição também ajuda. Uma pesquisa americana confirma que uma maçã 15 minutos antes da refeição reduz a quantidade de calorias ingeridas. A maçã é especialmente recomendada porque é muito rica em pectina, uma fibra que dificulta a absorção de gordura e açúcares – outras frutas, como o mamão e o abacaxi, têm a substância em menor quantidade.

Alimentos ricos em água aumentam a sensação de saciedade, o que é uma boa dica para comer menos. Ensopados e cozidos fazem diminuir o exagero nas refeições. Na sobremesa, melão e melancias são boas pedidas, assim como a gelatina. Fibras também têm o mesmo efeito, e por isso os alimentos integrais são considerados melhores.

Outra dica que os médicos sempre dão é comer de três em três horas. Isso reduz a produção da grelina – o hormônio da fome – e faz com que você coma menos na hora das principais refeições.

Um cochilo antes da refeição também pode ser a solução para comer menos. O cansaço também provoca uma falsa sensação de fome, como se o corpo precisasse de uma fonte de energia. Então, a pessoa acaba procurando alimentos com absorção mais rápida, como carboidratos e açúcares.

Uma vida mais saudável em um mundo modernizado

Em um mundo contemporâneo e modernizado é importante que se adote um estilo de vida mais ativo, como participar de programas específicos que atendam aos componentes necessários para o desenvolvimento orgânico e funcional de nosso corpo, e também hábitos alimentares mais saudáveis. O ministério da saúde aponta dicas para uma vida mais saudável.

Os 10 passos para o peso saudável do Ministério da Saúde do Brasil

Com base na prevalência crescente do sobrepeso/obesidade no país, o Ministério da Saúde produziu os dez passos para o peso saudável dentro do Plano Nacional para a Promoção da Alimentação Adequada e do Peso Saudável cujos objetivos são: (1) aumentar o nível de conhecimento da população sobre a importância da promoção à saúde e de se manter peso saudável e de se levar uma vida ativa; (2) modificar atitudes e práticas sobre alimentação e atividade física; (3) prevenir o excesso de peso. Os passos são:

  1. Comer frutas e verduras variadas, pelo menos duas vezes por dia;
  2. Consumir feijão pelo menos quatro vezes por semana;
  3. Evitar alimentos gordurosos como carnes gordas, salgadinhos e frituras;
  4. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele do frango;
  5. Nunca pular refeições: fazer três refeições e um lanche por dia. No lanche escolher uma fruta;
  6. Evitar refrigerantes e salgadinhos de pacote;
  7. Fazer as refeições com calma e nunca na frente da televisão;
  8. Aumentar a sua atividade física diária. Ser ativo é se movimentar. Evitar ficar parado, você pode fazer isto em qualquer lugar;

Subir escadas ao invés de usar o elevador e caminhar sempre que possível.

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